Dez anos após a tragedia de Mariana, CBH Santo Antônio mantém a luta pela recuperação da bacia do Rio Doce
Postado em: Notícias
Por: CbhAdministrador202109 0 Comentário
Dez anos após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no país, membros dos Comitês Afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce ressaltam a importância da união dos colegiados nas discussões relacionadas à restauração dos cursos d’água e avaliam a situação ambiental do manancial uma década depois do desastre, que provocou um grave impacto ambiental.
Passados dez anos, o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana ainda deixa cicatrizes no Rio Doce. O desastre ocasionou danos incalculáveis às comunidades ribeirinhas, aos povos indígenas que dependiam da pesca, e a população dos municípios atingidos.
Neste período, os representantes dos comitês nas porções mineira e capixaba do Rio Doce uniram esforços e potencializaram ações voltadas à preservação e recuperação da bacia.
Para o presidente do CBH Santo Antônio, Gisleno Martins, os afluentes do Rio Doce praticamente não tiveram acesso aos acordos de reparação.
“Depois de 10 anos do crime da barragem que afetou o Rio Doce, nós não vemos muitas melhorias. Muito dinheiro foi gasto com outras atividades, mas ações concretas em prol do rio e do meio ambiente. Deveria haver mais investimentos nas questões ambientais e de proteção ao rio e aos afluentes. Os afluentes que poderiam colaborar com a malhoria do Rio Doce, como o Rio Santo Antônio, por exemplo, que não recebeu quase nada em recursos relacionados à Renova. Os comitês, como o Doce, não foram colocados nas discussões nem respeitados em suas decisões.”
Um dos avanços ao longo deste tempo foi a aprovação dos aprovou o Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Santo Antônio (PDRH). O plano diagnostica a realidade ambiental do território hídrico e define quais deverão ser as estratégias para solucionar os problemas identificados, em curto, médio e longo prazo.
De acordo com o presidente, o prejuízo ainda é maior se comparado às ações de reparação.
“Na avaliação dos acordos fechados, eles são feitos de forma paralela, sem a participação ativa dos comitês. Um exemplo é o último acordo feito pelo governo, as instâncias que estão na linha de frente, como os comitês, não foram ouvidos. Muitas vezes os comitês nem são convidados para participar ativamente das discussões. Então ainda falta muito para reparar nossas nascentes, nossas cabeceiras, que são as nossas “caixas d’água” que alimentam o Rio Doce. Muito dinheiro foi gasto com indenizações, muitas decisões que não favoreciam o meio-ambiente foram tomadas, então houve mais prejuízo do que qualquer ação de melhoria nos afluentes e na calha do Rio Doce.




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